1) Há mais de 20 anos médicos exercem a Especialidade de Medicina Estética no Brasil, que não é especialidade médica no Brasil meramente porque não está entre as chamadas “Especialidades Médicas reconhecidas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina)”
2) Vários pacientes e médicos por vários motivos usam contra os colegas médicos que atuam na Especialidade de Medicina Estética que “Medicina Estética não é Especialidade Médica”
3) Milhares de médicos abraçaram a “Especialidade de Medicina Estética” e muitos outros deixaram de chamá-la de Medicina Estética e a praticam em suas clínicas e consultórios
4) Pode até não existir a especialidade juridicamente, mas Especialidade de Medicina Estética existe de fato
5) O caso fugiu do controle do CFM indo parar na Justiça Federal que deu ganho de causa ao CFM. Justiça é área do Direito e não Médica.
6) O Presidente do CRM- ES (Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo), Dr. Aloizio Faria de Souza, é o Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética
7) O CRM-ES é um braço do CFM no estado do Espírito Santo. Se o Presidente do CRM-ES atua na “ainda não reconhecida” Especialidade de Medicina Estética não há porque não reconhecê-la.
O que eu presenciei:
1) O Dr. Aloizio Faria de Souza trabalhava como Legista e Ortopedista
2) Começa a fazer cirurgias dermatológicas com a notável médica Dra. Maria Vitória, sua esposa
3) O Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, Dr. Aloizio Faria de Souza, indo ao exterior para que a Sociedade de Medicina Estética fosse reconhecida no exterior, várias vezes ficava horas sentado na sala de espera de médicos no exterior para ser atendido.
4) Há aproximadamente 20 anos eu estava no 1º. Congresso de Medicina Estética que foi realizado no Hotel Nacional. Estava também presente o Professor Ivo Pitanguy (me recordo bem porque ambos fomos do Serviço do saudoso amigo Professor Josias de Freitas)
5) A imprensa sensacionalista se aproveitando de médicos bem intencionados e qualificados por falta de união e apoio dos médicos como um todo.
6) Advogados e pacientes lucrando muito por processar médicos ligados a Estética
OBS.: Afastei-me da Sociedade de Medicina Estética para não comprometê-la após ser suspenso por 30 dias (ex ofício) por realizar mesoterapia atualmente denominada intradermoterapia e realizada por inúmeros médicos de diversas especialidades
7) Levo o Dr. Aloizio Faria de Souza vai à residência Diretor da Faculdade de Medicina Souza Marques (FTESFM), meu amigo Professor Locoseli, na Barra da Tijuca e faço as apresentações. Após uma longa conversa marcam uma reunião para decidirem sobre o pós graduação de Medicina Estética na Souza Marques
8) Abre-se o pós graduação de Medicina Estética na Souza Marques. Depois o pós graduação é aberto em outros estados.
9) O Dr. Aloizio Faria de Souza se torna Presidente de todas as Sociedades de Medicina Estética do Mundo apesar de ser combatido por nossos vizinhos argentinos (médicos)
10) Encontro o Dr. Aloizio Faria de Souza na prova para a Especialidade de Nutrologia em São Paulo
11) O Dr. Aloizio Faria de Souza é o atual Presidente do CRM-ES
A opinião do fundador do Cadastro Nacional Médico existe uma massa de médicos que estão discutindo o sexo dos anjos porque a Medicina Estética é exercida por milhares de médicos em todos os estados do Brasil. São colegas formados igual aos demais médicos com excelente padrão. O sol nasceu para todos
Lamentamos o texto abaixo (está copiado na íntegra)
Entidades alertam sobre medicina estética
Sociedade de Cirurgia Plástica afirma que médicos que se dizem especialistas em estética colocam os pacientes em risco
Em nota, Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e MEC afirmam que não existe a especialidade em estética
RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL
Três entidades enviaram um comunicado aos médicos do país para alertar que a medicina estética não existe como especialidade médica.
O documento assinado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela AMB (Associação Médica Brasileira) -as mais altas entidades médicas do Brasil- e pelo Ministério da Educação -que fiscaliza os cursos de medicina- informa ainda que o médico que põe no consultório a placa "especialista em medicina estética" comete uma infração ética grave.
Os cirurgiões plásticos apoiaram o manifesto e fizeram um alerta ainda mais grave. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Tariki, os pacientes que se submetem a operações com médicos que se apresentam como especialistas em estética podem correr risco de vida.
Essa mobilização é uma resposta à fundação de entidades de medicina estética e à criação de pós-graduações lato sensu (especialização) na área.
A Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia Plástica Estética criou um curso no Rio, dentro da Universidade Veiga de Almeida. A Sociedade Brasileira de Medicina Estética oferece pós em seis capitais, pela faculdade Souza Marques.
"Isso é uma invenção. São pessoas que se reuniram e criaram sociedades ou cursos com esses nomes. Elas não podem conferir título de especialista", diz José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB.
Para ter diploma médico, os alunos ficam seis anos na universidade. Para se especializar, passam pela residência médica. Os cirurgiões plásticos, por exemplo, cumprem cinco anos de residência. Depois, para ter o título de especialista, ainda precisam ser aprovados numa prova oficial -aplicada pela associação da especialidade.
As pós-graduações em medicina estética, por outro lado, duram apenas dois anos e se concentram em procedimentos específicos, como aplicação de toxina botulínica, lipoaspiração, implante de mama, plástica de nariz e peeling cirúrgico.
"O especialista de verdade ganhou uma formação completa na residência, passou por UTI, viu doenças de todo tipo. Sabe ver se o paciente que vai fazer lipoaspiração tem uma hérnia que precisa ser corrigida. Toma cuidado para não perfurar o intestino. O médico que cursa essas pós-graduações tem formação segmentada. Depois de operar três pacientes ele está apto? Eu acho que não", diz Tariki, da Cirurgia Plástica.
No final de 2005, uma advogada de 37 anos morreu em São Paulo depois de submeter-se a uma lipoaspiração com um médico que se dizia especialista em medicina estética. Ele não tinha formação em cirurgia. O médico foi condenado pelo Conselho Regional de Medicina e apelou ao CFM. O julgamento ainda não terminou.
De acordo com Tariki, a medicina estética não pode existir porque os procedimentos que ela oferece já são feitos pela cirurgia plástica e pela dermatologia, especialidades médicas reconhecidas. "Pegam o filé do filé das duas áreas. Por que não atendem queimados em hospitais públicos? Porque, nessa área que eles querem, o mercado é grande e o dinheiro é fácil."
Antonio Gonçalves Pinheiro, um dos diretores do CFM, diz que o recém-formado deve resistir à tentação do "dinheiro fácil". "O risco é grande. Ele pode deixar o paciente morrer por não saber o que fazer diante de uma complicação."
O Brasil é o segundo país que mais faz plásticas no mundo. Só perde para os Estados Unidos. Entre 2004 e 2006, o número de brasileiros que se submeteram a cirurgias plásticas saltou de 616 mil para 700 mil. A mais popular é a lipoaspiração.
"Não há nada de errado com cirurgias estéticas", diz Ivo Pitanguy, 82, referência mundial em plástica. "O errado é você se dizer especialista em estética."
As entidades de medicina estética atribuem o alerta a uma disputa por mercado.