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Medicina Regenerativa



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Sociedade: Desconhecida pelo CNM

Site: http://www.anvisa.gov.br/sangue/glossario/index.htm

Descrição: Banco de células e tecidos germinativos (BCTG)

Banco de olhos (BO)
Banco de pele (BP)
Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário
Banco de tecidos musculoesqueléticos (BTME)
Banco de valvas cardíacas


Biossegurança


BSCUP – Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso alogênico não-aparentado


BSCUPA – Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso Autólogo


Células germinativas


Células Progenitoras Hematopoéticas (CPH)


Célula-tronco


Células-tronco Adultas (CTA)


Células-tronco Embrionárias (CTE)


Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO)


Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT)


Criopreservação


Hemovigilância


HLA (Human Leukocyte Antigens - Antígenos de Histocompatibilidade Humano)


Incidentes transfusionais


Laboratório de Histocompatibilidade


Medicina Regenerativa


Medula Óssea


MHC (Major Histocompatibility Complex - Complexo Principal de Histocompatibilidade)


Painel de reatividade de anticorpos (PRA)


Prova cruzada (Crossmatch) para transplante


Rastreabilidade


Rede BrasilCord


REDOME


REREME


Rejeição pós-transplante


Rejeição hiperaguda pós-transplante


Rejeição aguda pós-transplante


Rejeição crônica pós-transplante


Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (SCUP)


Sistema Nacional de Transplante (SNT)


Tecidos germinativos

Terapia celular


Tipagem HLA


Transplante Alogênico


Transplante Autólogo


Transplante de Célula-Tronco Hematopoética (TCTH)


Transplante de Medula Óssea (TMO)


Triagem sorológica


Uso terapêutico







Banco de células e tecidos germinativos (BCTG)
Serviço de saúde destinado a selecionar doador(es), coletar, transportar, registrar, processar, armazenar, descartar e liberar células e tecidos germinativos, para uso terapêutico de terceiros ou do(a) próprio(a) doador(a).
Ver Células germinativas; Tecidos germinativos; Uso terapêutico

Banco de olhos (BO)
Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e técnicas adequadas, destinado a captar, transportar, processar e armazenar tecidos oculares de procedência humana para fins terapêuticos, de pesquisa ou ensino.

Banco de pele (BP)
Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e técnicas adequadas, destinado à captação, triagem clínica, laboratorial e sorológica, retirada, identificação, processamento, armazenamento e distribuição de tecido cutâneo e seus derivados, de procedência humana, para fins terapêuticos e de pesquisa.

Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário
Serviço responsável pela coleta, testagem, processamento, armazenamento e liberação de células progenitoras hematopoéticas obtidas de sangue de cordão umbilical e placentário. Há dois tipos de bancos, os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso alogênico não-aparentado (BSCUP) e os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso autólogo (BSCUPA).
Ver BSCUP; BSCUPA; Criopreservação

Banco de tecidos musculoesqueléticos (BTME)
Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e técnicas adequadas, destinado à captação, triagem clínica, laboratorial e sorológica, retirada, identificação, processamento, armazenamento e distribuição de ossos, cartilagens, fáscias, serosas, tecido muscular, ligamentos e tendões de procedência humana, para fins terapêuticos e de pesquisa.

Banco de valvas cardíacas
Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, profissionais e técnicas adequadas, destinado à triagem clínica, laboratorial e sorológica, e à retirada, preparo e conservação de partes do coração e de vasos sanguíneos para emprego em enxertos com finalidade terapêutica.

Biossegurança
Condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

BSCUP – Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso alogênico não-aparentado
São os bancos mantidos pelo poder público, integrantes da Rede BrasilCord, responsáveis por todo o processo desde a triagem, coleta, testagem, processamento, armazenamento e liberação do sangue de cordão umbilical e placentário. O sangue armazenado nestes bancos é proveniente de doações, e poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessite, inclusive pelo próprio doador, desde que haja compatibilidade e o sangue estiver disponível. Há critérios que devem ser obedecidos para que o sangue seja armazenado, como, por exemplo, volume e quantidade mínima de células coletadas. Os BSCUP também armazenam material para uso aparentado (parentesco de primeiro grau com o recém-nascido) quando há indicação médica para tal procedimento e que o justifique adequada e claramente. Neste último caso, as células contidas no sangue de cordão são de uso exclusivo do paciente indicado, e o armazenamento também é gratuito.
Ver Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário

BSCUPA – Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso Autólogo
Serviço privado, responsável por todo o processo desde a triagem, coleta, testagem, processamento, armazenamento e liberação do sangue de cordão umbilical e placentário. O sangue armazenado nestes serviços é exclusivamente para uso autólogo, ou seja, do próprio recém-nascido, e exclui o seu uso por pessoa da família ou outrem. Há critérios que devem ser obedecidos para que o sangue seja armazenado, como, por exemplo, volume e quantidade mínima de células coletadas, e estar livre de contaminação bacteriana e fúngica.
Ver Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário

Células germinativas
Gameta masculino (espermatozóide) ou feminino (ovócito ou oócito).

Células Progenitoras Hematopoéticas (CPH)
Também denominadas Células-Tronco Hematopoéticas. O tipo mais comum de células-tronco adultas. São células primitivas que possuem a capacidade de auto-renovação e diferenciação em diversos tipos de células, sendo as responsáveis pela manutenção da hematopoese, ou seja, originam as células sangüíneas adultas. As CPH podem ser obtidas através de punção da medula óssea, do sangue periférico (quando estas são mobilizadas da medula óssea por meio de medicamento), e também do sangue de cordão umbilical e placentário.
Ver Células-tronco Adultas

Célula-tronco
Célula que possui a capacidade de se auto-renovar por longos períodos de tempo, dando origem a cópias idênticas de si mesma. Ao receber estímulo de substâncias específicas, pode originar células especializadas de determinados órgãos e tecidos. As células-tronco podem ser classificadas como embrionárias ou adultas. A sua utilização para fins terapêuticos tem sido alvo de várias pesquisas, que se encontram, atualmente, em estágio inicial.
Ver Células-tronco Embrionárias; Células-tronco Adultas

Células-tronco Adultas (CTA)
Células-tronco originadas a partir de diferentes órgãos e tecidos, fetais ou adultos. As CTA mais comuns são as células progenitoras hematopoéticas. Pesquisas recentes demonstram a presença de células-tronco específicas em tecidos como fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele, etc.
Ver Células-tronco; Células Progenitoras Hematopoéticas

Células-tronco Embrionárias (CTE)
Células derivadas de parte do embrião em estágio inicial, com 4 a 5 dias de desenvolvimento, denominado de blastocisto. Essas células são totipotentes, ou seja, possuem a capacidade de originar células de todos os tecidos do organismo. Os embriões utilizados para a produção das CTE serão fornecidos pelos bancos de células e tecidos germinativos (BCTG).
Ver Células-tronco; Banco de células e tecidos germinativos

Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO)
Criadas a partir da Lei no 9.434, de 04 de fevereiro de 1997 e regulamentadas pelo Decreto no 2.268, de 30 de junho de 1997. São unidades executivas das atividades do Sistema Nacional de Transplante (SNT) nos Estados e Distrito Federal, com função de:

1) coordenar atividades de transplantes no âmbito estadual;
2) promover a inscrição de potenciais receptores para o transplante de tecidos, órgãos e partes disponíveis, de que necessite;
3) comunicar à Coordenação Geral do SNT as inscrições que efetuar para a organização da lista única de receptores;
4) receber notificações de morte encefálica ou outra que enseje a retirada de tecidos, órgãos e partes para transplante, ocorrida em sua área de atuação, entre outras.
Ver Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante; Sistema Nacional de Transplante

Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT)
Regulamentada pela Portaria nº. 905/GM/MS, em 16 de agosto de 2000. Trata-se de uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, entre outros. A CIHDOTT é obrigatória nos hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos, e tem como funções:

1) detectar possíveis doadores de órgãos e tecidos no hospital;
2) viabilizar diagnóstico de morte encefálica, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina nº. 1480/97;
3) criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos no hospital a possibilidade de doação de córneas e outros tecidos;
4) articular-se com a CNCDO do Estado respectivo para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos;
5) responsabilizar-se pela educação continuada dos funcionários da instituição sobre os aspectos da doação e transplantes de órgãos e tecidos;
6) articular-se com todas as unidades de diagnósticos necessários para atender aos casos de possível doação e
7) capacitar, em conjunto com a CNCDO e o Sistema Nacional de Transplantes, os funcionários do estabelecimento hospitalar para a adequada entrevista familiar de solicitação e doação de órgãos e tecidos.
Ver Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos; Sistema Nacional de Transplante

Criopreservação
Técnica de congelamento e armazenamento em nitrogênio líquido, a ultra-baixa temperatura (igual ou inferior a 135°C negativos), cujo processo é lento e delicado, pois deve evitar a formação de cristais de gelo no interior das células, que poderiam destruí-las.

Hemovigilância
É um sistema de avaliação e alerta, organizado com o objetivo de recolher e avaliar informações sobre os efeitos indesejáveis e/ou inesperados da utilização de hemocomponentes a fim de prevenir seu aparecimento ou recorrência.

HLA (Human Leukocyte Antigens - Antígenos de Histocompatibilidade Humano)
São produtos dos genes do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), constituídos principalmente por duas classes de moléculas designadas HLA classe I (HLA-A, -B e -C) e HLA classe II (HLA-DR, -DQ e -DP). Apresentam uma enorme quantidade de tipos diferentes na população, ou seja, é raro encontrar dois indivíduos que possuam o mesmo HLA. Dentro de estudos familiares, essa probabilidade aumenta, sendo que a chance de dois irmãos filhos dos mesmos pais, serem HLA idênticos, é de 25%. Os antígenos HLA estão, na maioria das vezes, envolvidos na rejeição dos transplantes e para que se realize esse tipo de procedimento, é necessário que haja compatibilidade entre as moléculas de HLA do doador e do receptor.
(Ver MHC; Tipagem HLA)

Incidentes transfusionais
São agravos ocorridos durante ou após a transfusão sangüínea e a ela relacionados. Os incidentes transfusionais podem ser classificados em imediatos ou tardios, de acordo com o tempo decorrido entre a transfusão e a ocorrência do incidente.

Laboratório de Histocompatibilidade
Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, técnicas e profissionais adequados, destinado a coletar, processar, controlar qualidade e fornecer resultados de exames de histocompatibilidade e imunogenética humana para fins terapêuticos ou científicos. São classificados, para fins de cadastramento no Sistema Único de Saúde - SUS, em dois tipos:

Tipo 1: laboratórios com capacidade instalada e técnica apta a realizar procedimentos de histocompatibilidade por meio de sorologia;
Tipo 2: laboratórios com capacidade instalada e técnica apta a realizar procedimentos de histocompatibilidade por meio de sorologia e biologia molecular de baixa resolução.
(Ver Painel de reatividade de anticorpos; Prova cruzada; Tipagem HLA)

Medicina Regenerativa
Atividade que aplica os princípios da engenharia e das ciências da saúde para a obtenção de substitutos biológicos que mantenham, melhorem ou restaurem as funções de órgãos e tecidos do corpo humano. De natureza eminentemente interdisciplinar, a medicina regenerativa inclui conceitos de ramos tão diversos como o da biologia celular, a robótica, a ciência dos materiais, entre outros. Também conhecida pelo termo de engenharia de tecidos humanos.
(Ver Terapia Celular)

Medula Óssea
Tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente por “tutano”. A medula óssea contém, entre suas células, as células progenitoras hematopoéticas responsáveis pela produção dos componentes adultos do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

MHC (Major Histocompatibility Complex
Complexo Principal de Histocompatibilidade) - Conjunto de genes localizados no cromossomo 6, responsável pela produção de marcadores de superfície em vários tipos de células. Estes marcadores de superfície são glicoproteínas denominadas HLA, sendo específicos para cada indivíduo.
(Ver HLA)

Painel de reatividade de anticorpos (PRA)
Exame laboratorial utilizado para avaliar o estado imunológico do paciente que receberá um transplante de órgão, por meio da detecção de anticorpos anti-HLA nos soros deste paciente em lista de espera. O PRA é determinado testando-se o soro do paciente em um painel de células representando diferentes tipos de HLA. O paciente pode ter seu valor de PRA alterado como resultado de transfusões de sangue, um transplante prévio e/ou gravidez. Essa avaliação deve ser feita periodicamente.
(Ver HLA)

Prova cruzada (Crossmatch) para transplante
Exame laboratorial que determina a presença de anticorpos pré-formados no sangue do receptor contra as células do possível doador. Para se realizar a prova cruzada, coloca-se uma pequena quantidade de soro do receptor em contato com linfócitos do doador. A prova cruzada positiva representa uma possível contra-indicação à realização do transplante, pois indica que o receptor tem condições para atacar as células do doador e, conseqüentemente, o órgão ou tecido a ser transplantado.

Rastreabilidade
Conjunto de informações que permitem o acompanhamento, identificação e revisão das operações efetuadas a partir de cada doador de sangue, órgãos, tecidos ou células, até se chegar a cada receptor, e vice-versa. Ou seja, conseguir fazer todo o percurso do material utilizado.

Rede BrasilCord
Rede Nacional de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas. Criada em 29 de setembro de 2004 através da Portaria N°. 2.381/GM, essa Rede pública é formada pelos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário – BSCUP já existentes e em operação no Instituto Nacional do Câncer - INCA/Rio de Janeiro e no Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE/São Paulo, e pelos demais BSCUP que vierem a ser implantados, com base nas necessidades epidemiológicas, na diversidade étnica e genética da população brasileira e segundo critérios a serem estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
(Ver BSCUP – Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso alogênico não-aparentado)

REDOME
Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, instalado no Instituto Nacional do Câncer (INCA), Rio de Janeiro/RJ. Este registro reúne informações (nome, endereço, resultados de exames inclusive a tipagem HLA, características genéticas) de pessoas que se dispõem a doar medula óssea para pacientes que necessitam de transplantes e não possuem doador familiar compatível.
(Ver REREME; Tipagem HLA)

REREME
Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea, instalado no Instituto Nacional do Câncer (INCA), Rio de Janeiro/RJ. O paciente com indicação de transplante de medula óssea e sem doador familiar é inscrito no REREME pelo seu médico. A partir dos dados fornecidos para o REREME, é realizada a busca de doador compatível no REDOME, e caso necessário, a busca em registros internacionais.
(Ver REDOME)

Rejeição pós-transplante
Intercorrência ocorrida após o transplante e que pode resultar em falência deste, geralmente decorrente de reações do sistema imunológico. A rejeição pode ser evitada e mediada por meio de acompanhamento médico adequado e medicamentos. Pode ser classificada em rejeição hiperaguda, aguda e crônica, de acordo com o tempo decorrido entre o transplante e a ocorrência dos sintomas, e tipo de reação imunológica envolvida.

Rejeição hiperaguda pós-transplante
Reação mediada por anticorpos, que ocorre minutos a poucas horas após o transplante, em pessoas previamente sensibilizadas. A sensibilização prévia ocorre após transfusões sangüíneas, gestações múltiplas ou transplantes anteriores.
(ver Painel de Reatividade de Anticorpos)

Rejeição aguda pós-transplante
Reação que ocorre dentro de alguns dias em receptores não tratados com imunossupressores ou, então, meses após a interrupção da imunossupressão. Neste tipo de rejeição, pode haver a participação tanto de células do sistema imunológico, como de anticorpos.

Rejeição crônica pós-transplante
Reação que usualmente evolui de forma tardia e não é passível de reversão com a terapêutica instituída. Esse tipo “crônico” pode surgir a partir de poucas semanas após o transplante. Pode ocorrer ativação de linfócitos T e formação de anticorpos.

Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (SCUP)
É a porção do sangue que permanece na placenta e na veia umbilical após o parto. Pesquisadores descobriram que o sangue de cordão, assim como a medula óssea, é rico em células progenitoras hematopoéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea, mostrando-se uma fonte alternativa destas células. A partir desta descoberta, o SCUP adquiriu importância fundamental para pessoas que necessitam do transplante, deixando de ser um mero objeto de descarte após o parto do bebê.

Sistema Nacional de Transplante (SNT)
Sistema brasileiro composto por instituições que realizam ações integradas e que são responsáveis por desenvolver o processo de captação e distribuição de tecidos, órgãos e partes retirados do corpo humano para finalidades terapêuticas. Integram o SNT: a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde; as Secretarias de Saúde Estaduais, do Distrito Federal, Municipais ou órgãos equivalentes; as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos para Transplante Estaduais ou Regionais (CNCDO); os estabelecimentos hospitalares autorizados e a rede de serviços auxiliares necessários à realização de transplantes.
(Ver CNCDO)

Tecidos germinativos
Tecidos de origem ovariana ou testicular, contendo células germinativas.

Terapia celular
Técnica que tem como objetivo restaurar a função de um órgão ou tecido do corpo humano, através, por exemplo, do transplante de células que possuam a capacidade de diferenciação. A terapia celular é um exemplo de medicina regenerativa.
(ver Medicina regenerativa)

Tipagem HLA
É a identificação laboratorial dos genes que codificam o HLA do indivíduo. A tipagem pode ser feita por técnicas de sorologia ou biologia molecular e tem as seguintes finalidades:

1) determinar o grau de compatibilidade entre doador e receptor de órgãos, em estudos de pesquisa de doadores intra-familiares, ou de pacientes inscritos em lista de espera e possíveis doadores cadáveres;
2) inclusão de pacientes acometidos por doenças hematológicas ou outras doenças do sangue, e que necessitem de transplante de medula óssea, no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME);
3) inclusão de voluntários no Registro Nacional de Doadores Voluntário de Medula Óssea (REDOME);
4) cadastro das bolsas de sangue de cordão umbilical e placentário - doadas à Rede BrasilCord - no Registro Nacional de Sangue de Cordão Umbilical (RENACORD).
(Ver HLA; REREME; REDOME; Rede BrasilCord).

Transplante Alogênico
Quando o tecido, célula ou órgão utilizado no transplante provém de um outro indivíduo (doador), aparentado ou não.

Transplante Autólogo
Quando o tecido ou célula utilizado no transplante provém do próprio indivíduo a ser transplantado (paciente).

Transplante de Célula-Tronco Hematopoética (TCTH)
É um tipo de terapia celular para tratamento de doenças hematológicas malignas ou não-malignas, imunodeficiências, aplasias, erros inatos de metabolismo e tumores sólidos. Neste tipo de transplante, a medula óssea do paciente é substituída pelas células progenitoras hematopoéticas de indivíduos sadios, ou por células de sua própria medula óssea após tratamento médico adequado. A decisão de qual tratamento será utilizado depende de avaliação médica e do tipo de doença apresentada.
Ver Células Progenitoras Hematopoéticas; Transplante autólogo; Transplante alogênico


Transplante de Medula Óssea (TMO)
Atualmente denominado transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH).
Ver Transplante de Célula-Tronco Hematopoética (TCTH)


Triagem sorológica
A triagem sorológica de potenciais doadores de sangue, e de potenciais doadores e receptores de órgãos e tecidos, é obrigatória. Isso se deve à grande variedade de patógenos que podem ser transmitidos durante a doação de sangue, bem como no transplante de órgãos e tecidos. Nos casos de transplante, a triagem sorológica visa:

1) desqualificar possíveis doadores contaminados;
2) identificar infecções ativas no receptor no período pré-transplante, para que estas possam vir a ser tratadas;
3) definir o grau de risco para que uma infecção ocorra a fim de se determinar estratégias para prevenir o seu aparecimento no pós- transplante. Atualmente, é obrigatória a triagem de anticorpos para os vírus transmissores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas, e HTLV. Em algumas regiões do Brasil também são realizados testes para detecção de malária.

Uso terapêutico
Uso de algum tratamento para as doenças que acometem o ser humano
 
 
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