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Medicina Intensiva



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Sociedade: Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Site: http://www.amib.org.br/

Descrição: São Paulo, 1980 - um grupo de médicos funda a AMIB, Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Um marco. Algo realmente novo: médicos que se caracterizam pela paixão ao trabalho à beira do leito de pacientes gravemente enfermos se organizam, dão forma, e pretendem fazer desse trabalho uma especialidade. O desafio de manter a chama da vida acesa, quando tudo parece perdido, deu vida à essa louca idéia.

Naquela época, o perfil do intensivista ainda tinha contornos fantasmagóricos, seja pela aparente missão [cuidar dos que vão morrer!?], seja pela aparente semelhança entre plantonista e intensivista. Mas, aos poucos, o próprio meio exigiu o que a sociedade pretendia oferecer, selecionando dentre muitos o lastro moral, o clínico superior, o médico humanista, o tecnicamente mais denso, de raciocínio rápido e capaz de decidir com bom senso, mesmo sob pressão, como os seus profissionais das unidades de tratamento intensivo.

Numa fase inicial, era o emprego. Um emprego, e não se vivia dele. Aos poucos passou a ser o exercício profissional, a dedicação diária e, muitas vezes, exclusiva da Medicina Intensiva, mudando tudo e todos ao seu redor.

Novas imagens. Novos conceitos. Uma nova prática. Uma nova especialidade.

Vieram os congressos. A sociedade articulada se desenvolveu. Grandes congressos nacionais permitiram a troca de experiências, de conhecimentos, de técnica para a assistência ao paciente criticamente enfermo.

Amadurecemos cientificamente. Foi uma fase de valor inegável!

Mas era preciso mais! A conquista do fato estava feita. Precisávamos conquistar o direito. E assim foi feito. A luta pelo exercício profissional cresceu no seio da sociedade naturalmente. Lentamente, até que uma direção personificou objetivos e pode superar os primeiros obstáculos para estabelecer a face legal de nosso exercício, de nossa prática.

Vimos com clareza crescente que a sociedade deveria se voltar para o intensivista autêntico, não para o plantonista eventual. Que deveria abrir e garantir um espaço qualificado de trabalho desse especialista onde a luta estivesse. Em todo Brasil frente ao CFM; frente a AMB; frente às demais sociedades; frente a própria AMIB.

E a luta teve muitas faces. Uma casa, uma sede sua. Um título reconhecido, uma presença na AMB. As Residências Médicas avaliadas e cadastradas pela sociedade, as origens da nova especialidade. Seus limites e sua linguagem, as Comissões Nacionais Permanentes da AMIB. Os Foruns Anuais e nossas discussões. Uma sociedade que fala, um Boletim periódico, uma Revista com personalidade. E por trás, uma equipe: uma Secretaria, uma chave do cofre que chaveia - a Tesouraria. Todos presentes. Como alguém já disse: aqui um movimenta o outro!

Mas isto não é tudo. Na verdade é um nadinha. Apenas um início do começo de um princípio. Pois quatro anos se passaram e mais quatro e mais quatro virão.

E assim, paulatina e desconhecidamente, estamos dia a dia mais velhos, vivendo de nosso trabalho, aquele que parecia impossível, como uma prova provada que esta é uma especialidade que veio para ficar.

A nós coube este ato. Aguardamos com expectativa o momento de passar o bastão, pois outros atos nos aguardam. Mas isso é outra estória, que será contada pelos intensivistas que fizerem história, Uma História Sem Fim ....


TÍTULO DE ESPECIALISTA EM MEDICINA INTENSIVA
FORMAÇÃO: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina Intensiva
AMB: Concurso Associação de Medicina Intensiva Brasileira
 
 
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