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DIABETES - CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO



Postado em 02/11/2011 às 09:38:42 por José Umbelino de Morais

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Clínica Dr. José Umbelino 

 

DIABETES: CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO 

 

 

A Diabetes é uma doença onde o corpo humano não produz apropriadamente a insulina, que é o hormônio responsável em converter açucares (glicose) em energia necessária para a manutenção da vida. A Insulina é produzida no pâncreas mais precisamente pelas células Beta das Ilhotas de Langerhans, cuja função é manter o equilíbrio de açucares no sangue.  Quando o pâncreas adoece e deixa de produzir insulina, ou não a consegue produzir em quantidade suficiente, o indivíduo torna-se diabético.

         Assim, a diabetes é definida como um grupo de doenças metabólicas  caracterizadas pelo aumento do açúcar no sangue, chamado de hiperglicemia, que se não tratado e controlado, pode evoluir com complicações de vários órgãos, tais  como olhos, podendo causar  cegueira,  rins, nervos, coração, através do infarto do miocárdio, vasos sanguíneos úlcera nas pernas e até amputações de membros. Por outro lado, quando bem tratado e bem controlado, todas essas complicações crônicas podem ser evitadas e o paciente diabético pode ter uma vida perfeitamente normal, seguindo as orientações de seu médico endocrinologista.

         Encontramos na clínica diária, a classificação de dois tipos de diabetes, o TIPO 2 que representa 90% dos casos, e o diabetes TIPO 1, apenas 10%. O diabetes TIPO 1, é a forma mais grave de diabetes, pois o  organismo humano não produz insulina, do ponto de vista fisiopatológico resulta da destruição total das células beta. O pâncreas que contem células Beta nas Ilhotas de Langerhans (onde a insulina é fabricada), repentinamente param de produzir insulina. Isto ocorre porque estas células Betas foram destruídas, causadas pelo próprio sistema imunológico, os quais produziram próprios anticorpos para atacarem as próprias células Betas do pâncreas bloqueando, portanto a produção de insulina, resultando dessa forma no aumento de açúcar no sangue. A diabetes TIPO 1, é também chamada de diabetes insulino dependente, pois o paciente necessita de aplicação de insulina para o resto da vida. Ocorre mais frequentemente em crianças, adolescentes e adultos jovens.

a diabetes TIPO 2  resulta da combinação de dois fatores etiológicos importantes, a deficiência insulínica, que ocorre através da falência do pâncreas ao fim de vários anos de funcionamento excessivo devido a erros alimentares e a resistência à ação da insulina. Cada um desses fatores apresenta uma evolução distinta durante progressão da doença.  No período inicial o aumento da resistência a insulina, faz com que o pâncreas aumente a secreção da insulina, numa tentativa de superar as conseqüências da resistência aumentada à ação da insulina.  Nesta fase os níveis de glicemia podem permanecer elevados apesar da secreção aumentada de insulina. Depois dessa fase inicial, a resistência à ação da insulina permanece, com isso  as células beta do pâncreas vai cansando e diminui progressivamente a produção de insulina.

Resumindo, a diabetes TIPO 1 ocorre pela ausência da produção de insulina pela morte das células beta do pâncreas, enquanto o diabetes TIPO 2 a hiperglicemia ocorre devido a ação combinada entre os dois fatores fisiopatológicos envolvidos no processo: a deficiência de insulina e a resistência  a ação da insulina;  mais freqüente nos pacientes obesos.

Na diabetes TIPO I é necessário administrar insulina, a dosagem e a quantidade de aplicação dependem de cada caso. na diabetes tipo II, em alguns pacientes somente a prática de exercícios físicos e a dieta balanceada são necessários para controlar  os níveis de glicemia no sangue, entretanto em outros pacientes é essencial administrar medicamentos, e para cada caso será utilizado um tipo específico de acordo com a avaliação médica.

Os sintomas do paciente diabético são os seguintes: sede excessiva, aumento da vontade de urinar, cansaço, dificuldade na cicatrização, perda ou ganho de peso, etc.

O tratamento de qualquer paciente diabético, ou seja, tanto o tipo I como o II, está baseado em dois pontos fundamentais: o primeiro se refere a uma dieta balanceada de acordo com as particularidades de cada paciente, o objetivo é auxiliar o indivíduo a realizar mudanças em seus hábitos alimentares, contribuindo para a normalização da glicemia e fornecer as calorias suficientes para manutenção de um peso saudável.  A dieta deve incluir muita fibra, encontrada em frutas, legumes e grãos integrais, pois a fibra ajuda a reduzir ou retardar a absorção de açúcar no trato digestivo; eliminar a ingestão de gorduras e reduzir o consumo de carboidratos (açúcar e massas). Não podemos esquecer que crianças pequenas com diabetes, também precisam seguir uma dieta equilibrada de calorias, o suficiente para crescerem e se desenvolverem normalmente. 

É importante ressaltar que o médico ao fornecer a dieta ao paciente o faz com uma flexibilidade suficiente permitindo ao paciente diabético compartilhar das refeições regulares com a família, mas, ao mesmo tempo atendendo as suas necessidades especiais da dieta. O segundo e não menos importante tratamento, se refere à prática de atividades físicas, que deve incluir uma avaliação médica indicando ao paciente qual a mais adequada para o seu caso, recordando que os efeitos benéficos da atividade física ocorrem somente para quem se exercita com regularidade.

Quando o paciente diabético não respeita o tratamento podem ocorrer complicações graves, como: entupimento dos vasos sanguíneos causando infarto do coração ou isquemia cerebral; insuficiência renal e perda visual, podendo até ficar totalmente cego, etc.

         A saúde é uma conquista diária. O bom controle do paciente diabético evita as complicações e permite que ele tenha uma vida totalmente saudável desde que siga rigorosamente as orientações de seu médico endocrinologista.

 

Dr. José Umbelino de Morais

Clínica Geral, Endocrinologia, Medicina Ortomolecular e Medicina Estética.

Membro do Instituto Brasileiro de Ensino e de  

 
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